sábado, 28 de janeiro de 2012

O Moço do Expresso

“Lá no Pará, amigo não visita mulher, se o marido dela não estiver presente”, já dizia a filósofa oriental Nakasone. Mas, aqui, no Pantanal, é diferente.

iZILDINHA recebia quase toda semana a visita do Moço do Expresso. Sempre, com um pacote na mão, ele costumava passar pela cabana de vAVÁ e iZILDINHA, por volta do meio-dia. vAVÁ quase nunca estava em casa nesse horário.

Informado pelos vizinhos, sobre a visita, vAVÁ questionou a mulher. Ela respondeu que eram coisinhas de mulher, que ela comprava pela Internet, e o fato de mesmo rapaz ir sempre entregar era mera coincidência.

vAVÁ se lembrou, então, que sua mulher sempre ia à cabana, ao meio-dia, alegando que tinha de colocar as roupas para secar. E para esperar pelo Moço do Expresso e pelo pacote da transportadora.

vAVÁ resolveu armar uma arapuca.

De surpresa, resolveu passar em casa, no horário do meio-dia, em plena segunda-feira. Dito e feito: recebeu uma visita do moço do Expresso, com o famoso pacote da Transportadora. Para sua surpresa, o Moço do Expresso estava muito bem vestido, perfumado, levou flores, bombons e um pacote fechado.

Mais surpreso ainda ficou o Moço do Expresso, ao dar de cara com vAVÁ. O entregador disse que o pacote só poderia recebido por iZILDINHA. Mas, vAVÁ foi tão insistente, incisivo e veemente, que o Moço do Expresso acabou entregando ao dono da casa o pacote em questão.

vAVÁ esperou pela chegada da mulher. Abriram o pacote juntos, mesmo sob os protestos da mulher, que reclamava da violação de sua privacidade. Não adiantou, vAVÁ, raivosamente, estraçalhou o pacote, dentro do qual encontrou camisinhas de diversos sabores, cremesinhos para massagem corporal, uma garrafa de amarula e Halls preto. Questionou a melhor para que era tudo aquilo. E ela, muito calmamente, disse que era para “apimentar” a relação deles.

Convencido, vAVÁ se acalmou. Colocaram na vitrola o som de um famoso pagode (Me engana que eu gosto) e fizeram sexo selvagem. Foram felizes para sempre.

O Moço do Expresso nunca mais foi visto fazendo entregas naquela região.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Soneto do Feirão

Quando tinha Feirão, iZILDINHA virava o bicho. Não tinha pudor. Fazia o que fosse necessário para encantar os clientes. Botava preço até no que “não tinha preço”. Seus produtos eletrônicos e sua barraca eram sempre os mais procurados. As colegas, concorrentes, não conseguiam entender o segredo de tanto sucesso!

Quem, também, não andava muito contente com o esquema era o marido vAVÁ. Quase toda semana, inclusive nos fins de semana, a mulher ficava o dia inteiro fora e só retornava para casa, depois da meia-noite. A justificativa: tinha que devolver os produtos ao depósito, depois que se encerrava o Feirão. Enquanto isso, as crianças ficavam chorando, em casa, pela ausência da mãe.

A crise conjugal chegou a tal ponto que vAVÁ decretou: o Feirão ou eu. Levou de goleada: Feirão 10 x 0 vAVÁ. Nunca mais, foram felizes para sempre. Foi infinito enquanto durou…

Inspirado em Vinícius de Moraes.

Soneto de fidelidade


Vinicius de Moraes


De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento (…)”

http://letras.terra.com.br/vinicius-de-moraes/86563/

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* ADVERTÊNCIA IMPORTANTE E SERVERA!


ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO.


QUALQUER SEMELHANÇA COM PERSONAGENS OU FATOS DA VIDA REAL É MERA COINCIDÊNCIA.


SE, ALGUM IMBECIL SE IDENTIFICAR COM QUALQUER PERSONAGEM E RESOLVER TOMAR AS DORES PELA HISTÓRIA, ENTÃO, É REALMENTE MAIS IMBECIL DO QUE APARENTA.


SE, VOCÊ SE PARECE COM ALGUNS DOS PERSONAGENS, OU OS FATOS E LUGARES TRAZEM SAUDADE OU CONSTRANGIMENTO A VOCÊ, NÃO SE PREOCUPE ALÉM DO NECESSÁRIO, NÃO HÁ QUALQUER RELAÇÃO, INTENCIONAL, COM A REALIDADE.
SE SUA MULHER TROCOU VOCÊ PELO FEIRÃO, FIQUE TRANQUILO, EU NÃO A CONHECI E NEM ESTIVE NO FEIRÃO.


ALIÁS, AMIGO, O DRAMA DA VIDA REAL É BEM MAIS CRUEL!
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A ÚLTIMA DA iZILDINHA!
BREVE, NUM CINEMA PERTO DE VOCÊ!
ESTOU NEGOCIANDO OS DIREITOS COM HOLLYWOOD.

domingo, 4 de setembro de 2011

“MINHA VIOLA FOI PRO FUNDO DO BAÚ...”

iZILDINHA gostava mesmo era do cunhado, caminhoneiro. Não raras foram as vezes em que Vavá chegara a casa, e o cunhado já estava lá, sempre por uma causa justa e nobre, havia sempre uma boa explicação.

Vavá andava “meio deconfiado”, como todo bom paraguaio é, mas não tinha provas reais do que imaginava que estava se passando.

Certo dia, iZILDINHA disse que trabalharia no feirão, até mais tarde, e que só retornaria para casa por volta das 10 da noite. vAVÁ teria que trabalhar na usina de álcool de Quebra-Coco até por volta da meia-noite. Mas, por um problema na maquinaria, foi dispensado e pôde voltar mais cedo para casa.

Para sua surpresa, ao chegar ao condomínio da Cohab, de longe, avistou o fuscão preto parado em frente ao seu lar, doce lar.

Aproximou-se com cuidado, sem fazer alarde. E percebeu que havia voz de homem cantando e som de violão. Um samba-canção, romântico, suavezinho. Pensou ser Paulinho da Viola, mas não era. A viola já havia ido para o fundo do baú.

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* ADVERTÊNCIA IMPORTANTE E SERVERA!

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO E FOI INSPIRADA PELA CANÇÃO: GUARDEI MINHA VIOLA (Paulinho da vila), Disponível em http://letras.terra.com.br/paulinho-da-viola/48055/ acessado em 04/07/2011, às 17h20.

QUALQUER SEMELHANÇA COM PERSONAGENS OU FATOS DA VIDA REAL É MERA COINCIDÊNCIA.

SE, ALGUM IMBECIL SE IDENTIFICAR COM QUALQUER PERSONAGEM E RESOLVER TOMAR AS DORES PELA HISTÓRIA, ENTÃO, É REALMENTE MAIS IMBECIL DO QUE APARENTA.

SE, VOCÊ SE PARECE COM ALGUNS DOS PERSONAGENS, OU OS FATOS E LUGARES, TRAZEM SAUDADE OU CONSTRANGIMENTO A VOCÊ, NÃO SE PREOCUPE ALÉM DO NECESSÁRIO, NÃO HÁ QUALQUER RELAÇÃO, INTENCIONAL, COM A REALIDADE.

SE SUA MULHER JÁ CANTOU E DANÇOU “GUARDEI MINHA VIOLA”, COM SEU CUNHADO, FIQUE TRANQUILO, EU NÃO A CONHECI E NEM AO SEU CUNHADO.

ALIÁS, AMIGO, O DRAMA DA VIDA REAL É BEM MAIS CRUEL!

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A ÚLTIMA DA iZILDINHA!

BREVE, NUM CINEMA PERTO DE VOCÊ!

ESTOU NEGOCIANDO OS DIREITOS COM HOLLYWOOD.

domingo, 1 de maio de 2011

Palhaçada real!

Casamento é casamento; agora, palhaçada é outra coisa!

Súper?

Os supercomputadores já sabem amanhã quem está na malha fina. Por que, então, outros corruptos demoram tanto a ser pegos?

domingo, 10 de abril de 2011

Dragão e corintiana – a última da iZILDINHA!


A iZILDINHA e o jORJÃO tiverem um longo romance, desde a adolescência. Foi amor à primeira vista. Paixão intensa, enlouquecedora. Dessas que nos fazem cometer as maiores loucuras.


Pois, então. Foi num desses momentos, que iZILDINHA decidiu tatuar na nádega direita os seguintes dizeres: “Jorge! Amor eterno!”.


Mas, amor tem prazo de validade. E a relação esfriou um dia. Monotonia, sexo ruinzinho, não estava mais fluindo.


As partes íntimas de iZILDINHA ganharam a atenção, então, de um novo amante, que viria a se tornar seu marido: vAVÁ!


Mas esta história quase não teve um final feliz, não houvesse sido a criatividade de iZILDINHA e a incrível habilidade de seu tatuador, cHIQUINHO tATOO, ali da rua Pedro Celestino.


Um belo dia, ele foi procurado por iZILDINHA, que lhe disse:


- Quero mudar a história da minha vida!


Ela baixou as calças, virou o traseiro para o tatuador e pediu:


Tira as aspa e põe um dragão do lado direito! E, do lado esquerdo, põe o símbolo do Coríntia!”



De modo, que o traseiro completo passou a conter a seguinte mensagem:


“Coringão e São Jorge! Amor eterno!


Vavá, apesar de Palmeirense, adorava o traseiro da mulher, dizia que a tatuagem o enfurecia e o excitava, servindo como afrodisíaco natural!


Eram felizes e faziam sexo selvagem ao som de Jorge de Capadócia, composição de Jorge Bem Jor, na voz de Fernanda Abreu.


“Salve Jorge...


Porque eu estou vestida com as roupas E as armas de Jorge Oxossi aylodá yamalabê Yambelequê yorô Odé matá corona”



http://letras.terra.com.br/fernanda-abreu/111611/



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* ADVERTÊNCIA IMPORTANTE E SERVERA!


ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO. QUALQUER SEMELHANÇA COM PERSONAGENS OU FATOS DA VIDA REAL É MERA COINCIDÊNCIA.


SE, QUALQUER IMBECIL SE IDENTIFICAR COM QUALQUER PERSONAGEM E RESOLVER TOMAR AS DORES PELA HISTÓRIA, ENTÃO, É REALMENTE MAIS IMBECIL DO QUE APARENTA.


SE, VOCÊ SE PARECE COM ALGUNS DOS PERSONAGENS, OU OS FATOS E LUGARES TRAZEM SAUDADE OU CONSTRANGIMENTO A VOCÊ, NÃO SE PREOCUPE MAIS, NÃO HÁ QUALQUER RELAÇÃO, INTENCIONAL, COM A REALIDADE.



SE SUA MULHER TEM UM DRAGÃO TATUADO NAS ANCAS, FIQUE TRANQUILO, EU NÃO A CONHECI E NEM CONHECI O JORJÃO.


ALIÁS, AMIGO, O DRAMA DA VIDA REAL É BEM MAIS CRUEL!


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A ÚLTIMA DA iZILDINHA!


BREVE, NUM CINEMA PERTO DE VOCÊ!


ESTOU NEGOCIANDO OS DIREITOS COM HOLLYWOOD.


terça-feira, 15 de março de 2011

HERANÇA DE SOLTEIRA – a última da Izildinha!

A iZILDINHA, quando solteira não era fácil. Aliás, não, não era difícil. Curtia a vida adoidado! Muita dada, muito querida!

Nada muito seletiva, nem discreta; não perdia a viagem. Orgulhava-se do poder de seu instrumento e dizia:

- “Foi inventado para usar. Não foi inventado para guardar na geladeira!”

Certa vez, partiu para Bonito e, depois, para as barrancas do rio Paraguai, em Porto Murtinho, numa caravana de amigos. Só chegados, só amigos dos peitos, como ela dizia.

Ela, como sempre, gostava de fotografar os adversários e se deixar fotografar nos momentos de luta. Naquele tempo, ainda não havia Orkut e Facebook, do contrário, ela teria criado um álbum público “Amigos dos Peitos”.

Não eram, ainda, fotos digitais. Vivia-se a época dos negativos. E iZILDINHA guardou muitos deles.

Também, guardou um disco de vinil do Chico Buarque, com a música Iolanda, tema de um velho amor, com dedicatória e tudo de Valdenor, um dos amigos dos peitos, em que ele escrevera na capa:

“Para iZIUDINHA, a mulher mais incrivil que eu já conheci!”

Enfim, coisas da juventude!

O problema foi quando, em plena de lua de mel, numa cabana em que ela e o marido vAVÁ foram morar em Quebra-Coco, ao ajeitar as coisas no seu novo ninho de amor, ele descobriu no "cafofo" um baú com raridades de iZILDINHA.

No baú de recordações, estavam os tais negativos das viagens de iZILDINHA, com fotos em poses muito extravagantes, na companhia de muitos amigos dos peitos, sempre exibindo garrafas de uísque e copos de chope ou cerveja. De frente, de lado, do alto, por cima, por baixo, de ponta-cabeça, tudo muito criativo, mas envolto em muito carinho.

O pobre do Vavá, arrasado, nem foi trabalhar aquele dia, e ficou “curtindo”, amargurado, as antigas aventuras da esposa com quem recém havia se unido em matrimônio.

No baú, muitos negativos, muitas fotos, muitas cartas de amor, muitos bilhetes eróticos e outras lembrancinhas. Mas, o que mais irritou vAVÁ é que não havia nada de amigas. Só amigos, dos peitos.

E o pobre vAVÁ passou o dia tomando tereré, tentando afogar as mágoas e entender o comportamento de sua (?) mulher.

Enfim, quando ela retornou do trabalho na usina de álcool, vAVÁ foi incisivo e, apontando para o baú da saudade, perguntou-lhe:

- O que é isso? O que tudo isso significa? Exijo uma explicação!

E, ela, muito tranquila, sem alterar os passos ou a respiração, respondeu:

- “É minha herança de solteira!”.

Seguiu-se um minuto de silêncio tenebroso e sepulcral...

Vavá, como era muito apaixonado pela mulher, decidiu, então, relevar e esquecer o assunto.

Colocaram o disco no Chico Buarque (cantando em dueto com Simone) na vitrola.

E, então, vAVÁ e Izildinha abraçaram-se, choraram juntos e, depois, fizeram sexo selvagem, ao som de “Iolanda”...

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Iolanda

Chico Buarque

Composição: Pablo Milanés

Esta canção não é mais que mais uma canção
Quem dera fosse uma declaração de amor
Romântica, sem procurar a justa forma
Do que me vem de forma assim tão caudalosa
Te amo,
te amo,
eternamente te amo

Se me faltares, nem por isso eu morro
Se é pra morrer, quero morrer contigo
Minha solidão se sente acompanhada
Por isso às vezes sei que necessito
Teu colo,
teu colo,
eternamente teu colo” (...)

http://www.justsomelyrics.com/1843973/Chico-Buarque-e-Simone-Iolanda-Lyrics

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* ADVERTÊNCIA IMPORTANTE E SERVERA!

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO. QUALQUER SEMELHANÇA COM PERSONAGENS OU FATOS DA VIDA REAL É MERA COINCIDÊNCIA.

SE, QUALQUER IMBECIL SE IDENTIFICAR COM QUALQUER PERSONAGEM E RESOLVER TOMAR AS DORES PELA HISTÓRIA, ENTÃO, É REALMENTE UM IMBECIL.

SE, VOCÊ SE PARECE COM ALGUNS DOS PERSONAGENS, OU OS FATOS E LUGARES, TRAZEM SAUDADE OU CONSTRANGIMENTO A VOCÊ, NÃO SE PREOCUPE MAIS, NÃO HÁ QUALQUER RELAÇÃO, INTENCIONAL, COM A REALIDADE.

ALIÁS, O DRAMA DA VIDA REAL É BEM MAIS CRUEL!

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A ÚLTIMA DA iZILDINHA!

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