Izildinha se separou do marido e foi logo avisando os chegados da empresa:
- Podem me chamar para as festas. Tá liberado. O freio de mão tá solto!
Passou a disputar a popularidade com as coleguinhas solteiras do trabalho. Passou a andar “sempre em boa companhia” e a tratar os colegas por Senhor Delíciaaaaaaa!!!!! Ninguém escapava: do porteiro, do borracheiro, do mecânico, ao alto escalão da diretoria.
Puxava a convocação para as festinhas e para os festões. Era a primeira a chegar e a última a sair. Dançava com todos e qualquer um. Sempre acompanhada da sua taça de cerveja com o símbolo do Palmeiras.
Não era muito discreta e nem muito discricionária. Gostava de fotografar os adversários e publicar as fotos do encontro no Orkut, sempre com depoimentos picantes e empolgados.
- Isso é que é vida!!!!, dizia.
Final de festa não é para qualquer um! Só os fortes agüentam. Nas festas da família “D”, lá estava Izidinha empunhando sua taça de bebida e dançando Créu, enquanto muito marmanjo já estava estirado de bêbado pelo chão!
Créu! Créu! Créu!!!!! ...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
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